Certa vez, no bar, flertei...
Acordei, ao contrario do que muitos pensam, quando eu acordo eu não abro o olho, eu me sinto como depois de uma tragada de adrenalina, ainda voltando ao normal, demorei alguns segundo ainda para abrir os olhos e nesses segundos reparei que não estava sozinho, nem vestido, então finalmente abri os olhos, não estava escuro, eu não reconhecia o teto, muito menos o quarto, na tentativa de levantar fui percebido, e soltei um desesperado (vou no banheiro, já volto).
Andando pela casa percebi que realmente não tinha percebido nada, cheguei no banheiro, voltei para o quarto, não estava apertado.
Já no quarto, novamente achei meu relógio, entre um sapato e a minha carteira, de baixo de um jacaré de pelúcia, eram nove e quinze, escuto que dez horas sai seu ônibus, nos vestimos, ela arrumou o quarto e lavou a louça em uma conversa provavelmente mais séria que a da noite anterior, lendo um caderno que se encontrava na mesa da cozinha, perguntei o que ela fazia, me espantei quando descobri que pesquisava fezes.
A conversa continuou até as dez, quando a deixei na rodoviária, mas não sem antes ela me perguntar qual era o nome dela, talvez se eu respondesse que não eu seria mais digno, eu queria ser mais digno, digno de menos pena, ou ódio, mas não, respondi com todas as letras seu nome, Janete, neste momento eu a tinha conhecido, e dois minutos depois ela entrava no ônibus para eu talvez, sim, talvez, nunca mais vê-la.
terça-feira, 26 de junho de 2007
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Um comentário:
"...ela pesquisava fezes" - Ave maria.
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