As i have said, as you see...
Não era um som comum, de longe já ouvi, e fiz questão de alertar os próximos, não se preocupem, venham sem expectativas, durante minha vida, pude reparar em muitas coisas inclusive, no fato de que as coisas mais marcantes na sua vida podem sair de atos completamente espontâneos.
Mas não é disso que eu quero falar, no decorrer da noite, engolida pelo blues e pelo senso de humor etílico do tecladista da banda, houve um acontecido, e é disso que eu quero falar.
Por noite, acredito que entre as 1 e as 3 da manha no mundo se formam uma infinidade de casais, e não é preciso ressaltar que poucos deles perduram além das 3 h, ou para os mais sortudos as 10, que é a hora do futebol de domingo. Nessa noite, mais especificamente, um relacionamento se deu como de costume, algumas coincidências, algumas diferenças, algumas risadas, alguns momentos sem fazer a mínima idéia do que esta falando, ou sem fazer a mínima idéia do que falar.
O que me chamou atenção foi, além de sua beleza, sua delicadeza e um possível ser na terra, que naquela hora, era ela mesma, pois eu não era eu mesmo, se eu for listar os motivos teria sérios problemas com a polícia federal, entre outros, nada me incomodava, a não ser o fato de não querer se ver beijada ali, no meio do bar, o que é compreensível.
Então quando já no carro, ela se atenta ao fato do meu nível de alcoolismo, eu estava bem menos bêbado do que ela imaginava, na verdade, para não estragar tudo, momentos antes havia parado de beber meu segundo copo de whisky nacional, o que para mim é o mesmo de jogar um copo de tubaína nas areias do deserto do Saara, então eu resolvi fazer uma das coisas mais estranhas da minha vida, simplesmente a beijei de olhos fechados, o detalhe, com o carro em movimento, o que eu admito, foi uma estupidez, ela estava tão preocupada com o fato do carro não estar sendo dirigido por alguém que olhava sempre para frente, sem parar de beijar, isso foi o que me chamou mais atenção, ela não parou de beijar.
Ela me passou uma sensação incrível naquele momento, como se estivéssemos no fim do mundo e não restasse nada além de nós mesmos, um acidente de carro pode ser o fim do mundo de alguns, acredite.
Foram, 10 s, foi o que o meu pequeno fim do mundo durou, com uma garota que eu não conheço,claro que não morremos, e claro que ela queria me matar após o acontecido, mas ela não parou de beijar, nem me repreendeu, apenas insistiu que lhe deixasse em casa, passou seu número de celular e me disse que passava mau, precisava ir embora, não disse nada, eu estava meio decepcionado, talvez o mundo não tivesse acabado para ela...
quinta-feira, 24 de julho de 2008
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